Archive for the ‘Suspense’ Category

O Orfanato

13 março, 2008

orfanato_small.jpg 

(El Orfanato, Suspense, México/Espanha, 2007)

Direção: Juan Antonio Bayona; Roteiro: Sergio G. Sánchez; Produção: Álvaro Augustin, Joaquín Padro, Mar Targarona e Guillermo del Toro; Música: Fernando Velázquez; Fotografia: Óscar Faura; Direção de Arte: Iñigo Navarro; Edição: Elena Ruiz; Elenco: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera, Montserrat Carulla, Andrés Gertrúdix, Edgar Vivar. 

Por Gustavo Lucas

O que me levou a assistir “O Orfanato” foi o nome do diretor mexicano Guillermo Del Toro nos créditos da produção. Pensei que seu envolvimento traria ao filme elementos que me agradaram muito em seu último trabalho, “O Labirinto do Fauno” (2006), tais como roteiro, direção de arte e fotografia. Infelizmente, isso não aconteceu. Porém, tive uma curiosa surpresa ao longo do filme, que valeu o ingresso.

“O Orfanato” conta a história de Laura, uma mulher que decide comprar um casarão que funcionava como orfanato, o mesmo em que ela viveu quando criança, e lá fundar uma espécie de orfanato-escola para crianças com algum tipo de deficiência. Junto dela, estão seu marido Carlos e o filho Simón. Nos primeiros dias da mudança, Simón começa a falar muito sobre seus novos “amigos imaginários”, nada que preocupe muito seus pais até a hora em que ele simplesmente desaparece sem deixar vestígios. A partir daí, Laura começa a acreditar que ele foi levado pelos mesmos “amigos imaginários” dos quais ele tanto falava, que agora acredita serem fantasmas.

Esta pode parecer uma história familiar para o espectador, talvez porque lembre filmes como “O Sexto Sentido” (1999) e “Os Outros” (2001), principalmente o último, pois possuem vários fatores em comum, como um casarão mal-assombrado, “crianças-fantasmas” e uma mãe como protagonista. Essas semelhanças com outras produções não podem ser consideradas como pontos fracos se o objetivo é  mostrar uma nova visão sobre o tema. Aqui, o diretor Juan Antonio Bayona não nos traz nada de diferente de outras produções, nada que destaque o filme no meio de tantos.

O único aspecto técnico que merece mais destaque é a trilha sonora composta por Fernando Velázquez, que usa de melodias que remetem a músicas infantis mas tocadas de forma lenta e em registro mais grave.

No elenco, vale destacar a ponta realizada por Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin), como uma médium que faz uma espécie de reconhecimento no casarão, uma das melhores seqüências do filme. E não posso deixar de lado Edgar Vivar, a minha maior surpresa no filme. Para quem não sabe, Edgar é muito famoso aqui no Brasil devido a um outro personagem que fez na televisão. Ele é o Sr. Barriga da série de televisão Chaves, que está no ar há mais de 20 anos no SBT. Seu papel, no filme, não é de destaque mas me agradou muito ver o ator atualmente, em um papel sério, bem diferente da série.

No fim, “O Orfanato” é apenas um filme de suspense sobrenatural sem nenhuma novidade. Para fãs do estilo, deve agradar. Ou, pelo menos, você pode ver um trabalho recente do Sr. Barriga.

Anúncios